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NÓS EM FOZ

5 maravilhosos dias de viagem em Foz do Iguaçu, um passeio por dia, “bem de boa”. Aqui neste post você confere um pouco da nossa experiência em Foz, o que mais gostamos e recomendamos.

Era fim de semana, feriado no Brasil e na Argentina, então, dá para imaginar que tinha muita gente fazendo turismo por lá né? Mas deu para aproveitar bem mesmo assim.

Ficou comprido e detalhado pra caramba porque falo demais sou virginiana, afinal, viajar faz parte do meu ofício! Por isso, há um post só com o passo a passo para o planejamento e outro falando em específico sobre a experiência de turistar em Foz com muletas ou cadeiras de rodas.

Ainda, se preferir, pule somente para o que te interessa com o menu abaixo:

Indo
Passeios em Foz do Iguaçu:
Marco das Três Fronteiras
Cataratas Brasileiras
Cataratas Argentinas
Parque das Aves
Outros atrativos

Ida

O voo de Curitiba a Foz do Iguaçu transcorreu muito tranquilamente, com excelente serviço de bordo e, por sorte, tínhamos uma janela ao lado esquerdo da aeronave, e dali, chegando em Foz, pudemos ver as Cataratas do Iguaçu pela primeira vez e de forma panorâmica.

Oi, Cataratas!

Chegando

Após a coleta do bebê conforto, que havia sido despachado, fomos ao balcão da locadora de veículos onde tínhamos nossa reserva. Lá fizemos o check-in, mencionando que tínhamos intenção de visitar as Cataratas do lado argentino e pedindo um documento de autorização para tal, e fomos instruídos até o local de embarque da van da locadora, que nos levaria até o local de retirada do carro mais adiante.

Feita a vistoria em nosso veículo, colocados o booster alugado e o nosso bebê conforto, seguimos para o hotel. Optamos por usar o GPS de nosso celular e funcionou muito bem (mesmo off-line, em nossa ida para a Argentina), mas é possível alugar um junto ao veículo se assim preferir.

Hospedagem

Parte da vista do topo do Hotel. À esquerda o Rio Paraná, à direita a piscina.

Nosso hotel ficava no centro de Foz do Iguaçu, um dos dois melhores locais para se hospedar por lá (o outro sendo a Avenida das Cataratas, que fica perto de todos os atrativos turísticos que visitamos). O centro é pouca coisa mais distante das atrações, mas cercado de facilidades como restaurantes, farmácias e etc. Os hotéis da Avenida das Cataratas são todos maiores, mais horizontais e há excelentes opções por lá, bem voltadas ao lazer. Esta escolha depende muito do perfil de cada viajante.

Chegamos um pouco antes do horário do check-in mas fomos atendidos tranquilamente, sem problemas. Já na entrada solicitei um late check-out (possibilidade de ficar no quarto até um pouco mais tarde no dia da saída) já que a Cia aérea alterou nosso voo de retorno para o início da noite, e já paguei por ele na entrada, juntamente com o estacionamento.

Fomos acomodados de maneira ideal, em um quarto muito bom, e com duas camas de casal, perfeito para a nossa família. Gostamos muito do hotel, o chuveiro era bom e o café da manhã muito gostoso. Alguns dias antes de ir solicitei a possibilidade de fornecerem refeições especiais para mim, que tenho algumas restrições alimentares, e fui muito bem atendida. Todos os dias um dos garçons vinha me trazer à mesa, com um sorriso. Aliás, o atendimento como um todo foi espetacular no hotel e pelo que pudemos perceber, é natural esse bem receber de toda a população de Foz do Iguaçu.

O hotel tem uma vista espetacular e, no topo, uma piscina de borda infinita de onde se pode ver não somente Foz, mas também um pouco dos dois países fronteiriços – Paraguai e Argentina – além de um lindo por do sol.

Vamos ao que interessa: os passeios.

Depois de devidamente instalados e de um pouco de descanso, nossa primeira parada foi em uma das 14 lojas da operadora para retirada dos ingressos que havíamos comprado. Você pode saber mais a respeito no post de planejamento desta viagem. Era literalmente na rua de trás e durou menos de 5 minutos.

Dentre os que escolhemos, o único que requeria agendamento era o do Parque das Aves (mais adiante o porquê). Então, decidíamos livremente quando ir em qual, levando apenas o ingresso em questão e deixando os demais no hotel.

Ingressos na mão

Funcionou muitíssimo bem, e evitamos, em todos eles, uma fila considerável de bilheteria (mesmo das que ofereciam em guichês eletrônicos). Espiei de novo, e constatei: mesmo preço. Ou seja, só vi vantagens em comprar antecipadamente, de fato!

Marco das Três Fronteiras

Conhece o Marco?

Chegamos por volta das 17h30, mas poderíamos ter chego um pouco mais tarde, porque queríamos ver o por do sol, e ele se pôs às 19h. Estava super calor, então chegar uma meia hora depois, já com o sol mais baixo, teria agregado ao nosso conforto. Mas muita gente vai para lá para ver justamente o por do sol, então não deixe para chegar em cima da hora.

O marco tem várias atrações e rende muitas fotos legais. Além do obelisco que marca a fronteira do lado Brasileiro, cercado por uma fonte, há também um cineminha que conta a história do descobrimento das cataratas, a famosa placa que indica para que lado ficam Argentina e Paraguai, um pequeno labirinto que é uma intervenção artística muito bonita e termina em uma pracinha com as 3 miniaturas, dos 3 obeliscos dos 3 países, cada um com sua cor e o principal: a linda vista para o local onde convergem o Rio Iguaçu e o Rio Paraná, onde se vê de um lado, ao longe, o marco argentino, e na outra margem do rio, o paraguaio. É dali que vemos o sol se por, a oeste como de costume, ou seja, sob o Paraguai. Belíssimo.

Ali, há uma luneta para ver mais de perto os dois marcos à distância. Ao por do sol, mais um chafariz é ligado em um pequeno deck de madeira logo a frente do obelisco (e muitos desavisados tomam um susto e um banho nessa hora!).

O sol se põe no Paraguai

Para as crianças há um parquinho bem estruturado para brincarem. Para comer, uma opção de restaurante e algumas de lanchonete com banquinhos ao ar livre, tudo bem bonito. A noite há dois shows de dança típica (que não ficamos para assistir pois o cansaço estava grande, mas soubemos ser muito bonito). Muita gente chega ao cair da noite para curtir justamente os shows.

O tempo de passeio no marco depende de seus interesses. Para ver e fotografar, de 30 a 60 minutos basta, mas acrescente mais tempo caso queira jantar, ver os shows ou simplesmente deixar os pequenos brincarem um pouco.

Cataratas do Iguaçu – Parque Brasileiro

Com direito a arco-íris

Chegamos ao Parque Brasileiro por volta das 10h30 e havia uma fila bem considerável para a bilheteria (que não pegamos por termos o ingresso em mãos, eba!) e mais uma para entrar e embarcar no ônibus que, já no lado de dentro, nos leva às 3 paradas dentro do parque: a primeira é a parada para os passeios opcionais do Macuco (não inclusos na entrada), a segunda é para a trilha e a terceira, para a passarela, elevador e restaurante.

O que nós fizemos, devido às limitações que tínhamos nesta viagem foi pular inteiramente a segunda parada, da trilha, que é linda e vale super a pena. Fomos direto até a última parada e nos dirigimos diretamente para o acesso ao elevador, mais precisamente para o mirante ao lado do acesso aos elevadores, para uma linda vista. Na sequência descemos pelo elevador panorâmico (dica de ouro: quando descemos nem imaginamos que estávamos sendo super espertos, já que a fila para subir o elevador estava enorme e para descer ela inexistia).  Ao descer, curtimos mais este mirante e então o marido e as crianças foram para a passarela que estava absolutamente lotada. As pessoas param muito no caminho para bater fotos então em horário de pico requer muita paciência. Além de protetor solar e boné.

FRACA. A. GALERA.

Apesar de termos ido em Outubro, época costumeiramente chuvosa, pegamos um período de seca, então ninguém se molhou na passarela. Contudo, levamos capas de chuva – quem vai com carrinho de bebê pode gostar bastante desta dica.

Por falar em carrinho de bebê, não temos essa experiência (talvez de alguma forma o relato com a cadeira de rodas sirva um pouco), porém, a impressão que eu tive de modo geral foi que, quem é bem acostumado com sling ou canguru, usa-lo pode ser uma melhor ideia para aproveitar bem tudo, trilhas inclusive, em dias de muita gente como foi o caso.

Depois disso, fomos almoçar no restaurante Porto Canoas que recomendamos muitíssimo. Sem querer acertamos mais uma vez pois eram 12h em ponto e havia acabado de abrir, quando saímos já estava difícil de conseguir lugar. Havia uma agradável música ao vivo e a comida estava deliciosa, em especial a feijoada. Sentamos no deck com vista para o rio (apesar de estar calor, estava bem agradável no deck).

Nosso próximo passo foi embarcar para voltar à primeira parada pois era hora do Macuco Safari. Na verdade, essa é apenas uma força de expressão pois ele não tem hora marcada. A fila para pegar o ônibus estava bem considerável nesta hora, mas quase não havia ninguém parando no Macuco. O procedimento para ir ao passeio foi bem ágil. Chegando, há opção de escolher entre o que molha e o que não molha, e pasmem, a maioria das pessoas escolhia o que não molha. Como o marido e o filho escolheram o que molha, ganharam um pouco de tempo (e se divertiram pra caramba). Não sentiram medo em nenhum momento e foi bastante prazeroso! A dica para se molhar a vontade neste dia é:
– Deixar o tênis e demais pertences em um dos armários no passeio. Você pode inclusive ir vestindo o tênis, pois depois de uma trilha feita sob 4 rodas, há cerca de 600m que devem ser feitos a pé. Quem já estiver descalço, pode embarcar em um carrinho menor que o levará até a saída, mas lá, de novo, há onde deixar seus pertences.
Não levar o celular! O macuco ofereceu, quando fomos, um pacote de fotos e vídeos por 85 reais que registrou bem o passeio com um equipamento bem apropriado e assim os dois curtiram a vontade sem nenhum perigo. Tem vídeos do passeio, deles tomando o banho na cachoeira, e duas fotos deles (depois peguei mais com captura de tela do vídeo). No vídeo deles dá para ver as pessoas com o celular protegido tentando registrar alguma coisa mas tremendo pra caramba, e duas pessoas bem preocupadas com a bateria da máquina fotográfica que ficou encharcada. No final do passeio, você retira o seu pendrive na lojinha, paga por ele e tudo certo.
– Levar óculos de natação! Nosso filho quase não conseguia manter o olho aberto na hora do banho de cachoeira e teria ajudado ele a curtir mais.
– Esquecer capa de chuva e investir em roupas que sequem fácil OU usar maiô na hora do passeio (muita gente faz isso) ou simplesmente levar uma muda de roupa para depois do passeio.

Alguma dúvida se vale a pena?

Se parte do seu grupo não puder ou não quiser fazer o passeio, há uma salinha de espera na parada do Macuco com TV, ar condicionado, banheiro e um cafezinho. Também ali há uma lanchonete e a lojinha para ajudar a passar o tempo. Crianças menores de 7 anos não pagam mas podem fazer o passeio, então vai de cada família a decisão!

Depois do macuco e da troca de roupas, fomos até a segunda parada, onde iniciam as trilhas, apenas para uma foto panorâmica, já que o início da trilha é em um mirante muito bonito, bem em frente ao hotel que fica dentro do parque! De lá, embarcamos para a saída porque o cansaço já estava grande, era cerca de 16h30 e ainda havia gente entrando no parque. Se estivéssemos menos cansados, teríamos tentado ir neste momento até a passarela onde certamente haveria menos gente do que quando estivemos lá as 11h30!

Para melhorar sua experiência: Há vários outros passeios opcionais que podem ser interessantes, fizemos apenas o macuco safari. Uma amiga já fez o passeio de helicóptero e fiquei com muita vontade, definitivamente este entrará para a próxima vez. Ela também já se hospedou no hotel que fica dentro do parque e me informou que os hóspedes podem ter acesso a ele em horários alternativos, o que achei uma excelente pedida em especial para alta temporada. Reconfirmei a informação e isso procede!

Agora vou passar uma ideia de roteiro dentro do parque para quem, como nós vai em dia cheio (era sábado, feriado no Brasil, na Argentina, dia das crianças e perto do recesso de dia dos professores) e não está disposto a acordar mais cedo (cedo que eu digo, para valer é ser meio que os primeiros a entrar no parque, ok?).  Não foi o que fizemos mas ao longo do dia percebi que poderia ter sido bem melhor porque acabamos na passarela bem no horário que todo mundo converge ali. Lá vai:
– Entrar por 11h30 no parque e ir direto até a última parada para almoçar no Porto Canoas (quando fomos, abria as 12h).
– Depois do almoço, pegar o ônibus e ir até a primeira parada, que é a do Macuco Safari, para fazer o Macuco. Ele dura cerca de 2h.
– Na sequencia pegar o ônibus para a segunda parada e iniciar a trilha até a passarela.
– Depois de se maravilhar, subir pela rampa e descer pelo elevador panorâmico – isto mesmo, descer, não havia quase fila para descer mas a fila para subir estava imensa. Dali, pode pegar o ônibus para a saída se estiver satisfeito!

Cataratas del Iguazu – Parque Argentino

Na Garganta do Diabo

Saímos do hotel no centro no mesmo horário do dia anterior, por volta das 10h, sem nos preocuparmos em acordar mais cedo. Era domingo, e havia bastante gente na cidade. A primeira parada foi logo na saída para a Argentina em um pequeno local marcado como “CARTA VERDE”. Trata-se de um seguro obrigatório para que os carros transitem na Argentina e que cobre, unicamente, danos a terceiros. Ressalto que em nenhum momento nos foi exigido este documento, porém, caso fôssemos parados pelos policiais, precisaríamos dele. Para obtê-lo é fácil e rápido, bastando pagar uma taxa de cerca de R$ 70,00, preencher os dados, documentos do veículo e, em caso deste ser alugado, ter em mãos uma autorização da locadora que você consegue sem problemas na hora de seu check-in, no balcão. Em muitos blogs se fala que as locadoras não permitem que você saia do país com o carro alugado. Pela nossa experiência, isto não foi fato, mas há que se considerar que o nosso passeio, de Foz a Puerto Iguazu, é praxe no destino e fica na zona chamada de fronteiriça, a poucos km da fronteira. O que acontece e a própria locadora te alerta é que o seguro de proteção do veículo não cobre qualquer dano caso não esteja em terras brasileiras. Ou seja, é preciso contar com a sorte e vai de cada um avaliar se vale a pena neste caso. Para os mais prudentes, há sempre a opção de ir até lá com transporte de empresas turísticas.

Caso esteja viajando com seu chip de celular e não tenha comprado um pacote de dados internacional (ou um chip internacional para sua viagem), não se esqueça de colocar seu celular no modo avião para evitar tarifas astronômicas. Pode utilizar o GPS normal, mas para se locomover através do mapa de sua preferência, baixe-o antes de sair do hotel para utiliza-lo off-line.

Outro passo importante para cruzar a fronteira é trocar moeda, pois lemos que poderia ser cobrada uma taxa de turismo pela guarda, em pesos. Acabamos trocando neste mesmo lugar por praticidade, mas a uma cotação que não foi interessante. Como não trocamos muito, não nos importamos em ir atrás de algo melhor. Trocamos apenas R$ 300,00, suficientes para cobrir as 3 entradas no parque (dois adultos e uma criança pagando meia), estacionamento, água e uma sobrinha para a tal da taxa. Caso tenha intenção de almoçar no parque, comprar alfajores Havana (já chego neste ponto), ou algo mais, pode ser interessante trocar mais moeda e a uma cotação boa, fugindo do IOF e de surpresas na fatura do cartão. No parque alguns locais aceitavam reais, mas não é legal contar com isso.

Aproveitando para falar absolutamente tudo na questão dinheiro, para ajudar no seu preparo, o parque argentino não tem grandes opções de souvenir, no lado brasileiro há opções mais bonitas. Tampouco há boas opções de lanche ou almoço. Optamos pelo que fica logo na entrada do parque (na verdade, na nossa saída), por estarmos com duas crianças pequenas que gostam mesmo de almoçar, mas é totalmente passável, nada de muito delicioso ou agradável. Se você tem a intenção de almoçar, a todo o momento os funcionários do parque lhe oferecem um desconto de 20% justamente neste restaurante, mediante a entrega de um papelzinho assinado, e acaba saindo a uns 40 reais por pessoa. Água você acaba consumindo bastante devido as trilhas, mas há bastante bebedouros pelo parque, então não é preciso gastar com isso a não ser que faça questão de água mineral. De novo pode ser prudente levar capas de chuva (embora eu continue preferindo roupas que secam facilmente ou até trajes de praia aliados a uma muda extra de roupa) e um paninho para limpar a lente do celular da água que vem das Cataratas em alguns pontos. Por fim, falando sobre o que vale a pena mesmo gastar lá dentro, fica dentro do parque, próxima a entrada, a única loja do Café Havana em Puerto Iguazu. Além de poder levar alfajores deliciosos para casa, os cafés em si são muito bons e vale experimentar! Não deixe de dar um pulinho lá antes de ir embora. É possível que os preços do alfajor estejam melhores no Duty Free, mas não se deve contar com isso – quando estivemos lá estavam em falta.

Tudo pronto? Partiu Argentina! Deixando a casinha da carta verde, a poucos metros chegamos a aduana Brasileira e em seguida à Ponte Tancredo Neves, que marca a divisa entre Brasil e Argentina através das cores dos países na mureta de proteção. Quem estiver animado em bater fotos com um pé em cada país pode estacionar (beeeem antes, e em solo brasileiro, eu recomendo) para ir a pé e voltar para o carro. Seguindo por ela, você chega à aduana argentina, onde são feitos os procedimentos de entrada na Argentina.

Indo e volvendo

Nenhum procedimento quanto à saída do Brasil é necessário. À direita você verá o Duty Free de Puerto Iguazu, do qual falarei mais adiante. Para a aduana, após aguardar na fila, você é atendido em um guichê onde é solicitado que abaixe os vidros e entregue os documentos dos ocupantes do veículo (documento de identidade com foto condizente com a aparência atual, em bom estado e com menos de 10 anos desde sua emissão, ou passaporte com validade na data de sua entrada). Se entregar o passaporte, você terá um carimbo para lembrar-se de sua viagem! Entramos duas vezes na Argentina, uma com o passaporte e outra com a identidade e quanto aos trâmites não notamos muita diferença na questão de rapidez. Ah, importante ainda quanto a documentação: quando se viaja com crianças, os documentos devem comprovar a filiação, porém caso um dos pais ou responsáveis legais esteja ausente podem ser exigidos outros documentos, então é importante se precaver destas questões antes da viagem (o seu agente de viagens te orienta, sempre).

Demoramos 50 minutos na fila da Aduana neste domingo. Na segunda, no mesmo horário, quando cruzamos a fronteira mais uma vez rumo a Argentina, demoramos apenas 5min. Ou seja, estando em Foz aos finais de semana ou feriados, é preciso mesmo contar com o fator “horda” ao programar os seus passeios.

Passados os procedimentos, seguimos destino ao parque argentino das cataratas. É tudo bem sinalizado, mesmo para quem está viajando sem GPS, não há segredo. Ao chegar, você já é direcionado ao estacionamento, e de lá segue a pé até a bilheteria / entrada.

Não compramos os ingressos antecipadamente para este passeio, mas quem tiver feito isso pela internet tem um guichê especial e pode ser bem interessante em dias cheios. Para comprar nossa entrada enfrentamos uma fila de cerca de 15minutos, em que se pede que apenas uma pessoa do grupo permaneça, a fim de agilizar e comprar para o grupo todo. Comprados os ingressos, a entrada é logo ao lado e, após passar pelas catracas deve-se caminhar por cerca de 1 km até um local onde você irá retirar os tickets para o trenzinho, e depois mais um pouco até a primeira estação. Os tickets são por ordem de chegada e com um código de letra/número, que indica em qual horário você pegará o próximo trem. É assim que funciona o transporte no lado argentino, e por isso, em todos os pontos ao retirar seu ticket, informe a qual estação deseja ir naquele momento. Alguns trens vão apenas até a próxima parada, por isso, desejando ir até a parada mais distante da que está (quando se está na última ou na primeira), pode-se ter que aguardar um pouco mais.

Apesar de parecer um pouco confuso, este sistema funciona bem, evitando ter que aguardar em pé em fila sob o sol para ter seu lugar no transporte, e, talvez devido à baixa velocidade do trem, ajuda para que nem todo mundo chegue ao mesmo momento nos pontos de interesse. Entramos no parque por volta de 11h30 com intenção de irmos diretamente até a Garganta do Diabo. Conseguimos pegar ticket às 11h50 para o trem das 12h30, chegando perto das 13h na estação desejada. Pode parecer ruim, mas em conversa com a equipe do parque, quem chegou um pouco antes enfrentou uma espera de 2h pelo seu trem. A espera da aduana acabou nos salvando disso. Ainda em conversa com eles, concluímos que o melhor mesmo é ser os primeiros a chegar ao parque, pegando o trem das 08h ou 08h15. Qualquer horário depois disso, é melhor deixar para o meio dia.

Chegando à Garganta do Diabo, há uma passarela de cerca de 1 km até chegar no mirante. Ela é larga e comprida e não fica atravancada como a do lado brasileiro, talvez em virtude da lentidão do trem. Este mirante é absolutamente maravilhoso e imperdível, e por si só já vale a visita ao lado argentino. O barulho ensurdecedor das quedas, o estar ali, tão perto delas, sentindo a água bater no rosto, junto aos pássaros que parecem estar ali por pura diversão, é uma experiência indescritível. Para o meu marido foi mais bonito que ver o sol se por no mar em Jericoacoara, e isso é dizer muito.

Assim como do lado brasileiro é possível ver a passarela argentina quando a névoa de agua permite, também deste lado pudemos ver a estrutura de elevador do lado brasileiro. E também deste lado, há muita, muita gente, então é preciso paciência e gentileza!

Voltamos a estação, tendo passado cerca de 1h15 desde que desembarcamos, e pegamos os tickets para o trem das 14h30 rumo a saída. Chegamos por volta das 15h e fomos almoçar (de novo, totalmente perdível, mas para nossa família, necessário), e perto das 16h saímos do parque.

Vale lembrar que há ainda uma primeira parada onde é possível fazer duas trilhas com vistas panorâmicas belíssimas do lado argentino, mas que não fizemos porque a combinação pé quebrado + crianças foi muito exaustiva. Assim como do lado brasileiro há muitos quatis também neste parque, e é preciso cuidar com lanchinhos.

Alternativamente, quem gosta de caminhar pode fazer tudo o que se faz de trem a pé, ao longo do trajeto é possível ver muita gente fazendo isso. Contudo é uma baita caminhada, ainda que plana, então não recomendaria fazer com crianças, já que as passarelas em si já são bastante cansativas para eles (ainda mais embaixo do sol). Para quem quer fazer tudo (e faz muito bem), faltando tempo ou disposição, visitantes tem 50% de desconto em uma nova entrada no dia seguinte ao parque argentino, bastando apresentar na bilheteria o ingresso do dia anterior. Bacana, né?

O parque argentino difere em muito do brasileiro em termos de infraestrutura, mas isto não é necessariamente algo negativo. Se pra cá o parque se mostra em um padrão de primeiríssima qualidade, do lado de lá das cataratas você sente que é tudo orientado ao menor impacto ambiental possível, e por consequência, se sente mais inserido em meio à Mata Atlântica.

Passeios semelhantes aos que o Macuco oferece no nosso lado são oferecidos também por lá, por outra empresa, a preços um pouco melhores. Mas há restrições de idade para alguns e, segundo as revisões, os passeios do lado argentino costumam ser de maior adrenalina (se isto é bom ou não, depende de cada um, eu pendo mais para o lado da prudência em se tratando da força das águas). Enquanto não há o passeio de helicóptero, há opções diferentes em botes, aí sim, liberados para todas as idades.

Se você tem interesse em comprar alfajor ou conhecer o famoso café Havana, a hora da saída é uma pedida, já que ele fica bem próximo a ela, e do restaurante que há por ali caso queiram almoçar (de novo, um almoço bem inexpressivo).

Saímos do parque próximo as 16h20 e seguimos rumo ao Brasil, chegando ao hotel às 17h20. Fomos parados por guardas junto a alguns outros veículos, mas nunca soubemos do que se tratava, pois em seguida fomos liberados. Vimos, contudo, o carro de trás entregar alguns pesos, então penso que poderia ser a tal da taxa de turismo.

Para a volta caso haja uma pequena fila ao chegar à Aduana, não se iluda, é nela que se deve ficar. Ela é mais à direita, como se fosse no acostamento mesmo. Os espertinhos que tentavam seguir eram enviados para o fim da fila. Perdemos cerca de meia hora nesta fila, e depois pudemos seguir para o Brasil. De novo, nenhum procedimento foi necessário na aduana brasileira.

Parece óbvio, mas um recado importante ao motorista: não se esqueça de levar sua carteira de habilitação. Caso você seja parado pela guarda, pode ter que apresenta-la. Muitas vezes pensamos somente na documentação exigida pela aduana, por isso vai o lembrete.

Parque das Aves com experiência Backstage

O grande dia

Agora, a menina dos olhos da viagem: o passeio ao Parque das Aves com a experiência Backstage. Para mim, que já conhecia as cataratas, foi onde me maravilhei (mais uma vez) com algo em Foz do Iguaçu nesta viagem.

Agendamos o passeio das 07h30 por indicação da operadora, visto que neste horário o parque ainda não está aberto ao público, o que tornaria a experiência mais intimista. Fora a parte de arrancar as crianças da cama, só vi vantagens! Como era a terça feira após o feriado, a cidade já estava vazia, e das 10 vagas que há para o Backstage, éramos só nós 4 os participantes. Ou seja, o Parque das Aves era totalmente nosso. Há outras opções de se fazer o tour ao longo do dia, porém, além de acontecerem com o parque já aberto, você não participa da primeira alimentação de alguns animais no dia, quando eles ficam bem mais participativos.

Fomos recebidos por uma turismóloga que nos deu crachás, que além de belas recordações da viagem, dão direito à reentrada no parque em até 7 dias após o tour, já que ele não contempla 100% do parque. Optamos por passear no parque ao fim do tour mesmo, o que relato logo mais à frente, mas já adianto que depois do backstage ele se torna até sem graça! A visita é totalmente guiada e realmente temos explicações dos bastidores do palco e acesso às explicações de como a nova geração, liderada pela filha dos criadores do Parque das Aves, está utilizando dos recursos que eles têm de melhor para o bem das aves da Mata Atlântica. Afinal, o parque foi criado propriamente como um zoológico, e hoje atua em conjunto com diversos projetos de preservação e soltura das crias, em especial com a parte de reprodução e genética, na qual eles são muito bons. Logo na entrada do tour somos apresentados à incubadora, onde os filhotinhos ficam com pelúcias de sua espécie para que possam se identificar facilmente com elas depois de integradas às demais aves.

A maioria das aves do parque foram vítimas de contrabando e por isso não podem ser reintegradas à natureza, algumas inclusive por não conseguirem voar devido ao confinamento logo no início da vida. Vemos de perto o treinamento que é feito com elas para que aprendam a subirem sozinhas na balança para medir o peso quando necessário ou para que entrem na caixinha de transporte voluntariamente quando precisam ser levadas ao veterinário, sem causar estresse, além dos exercícios que ajudam a sanar um pouco a falta que o voo faz.

Em seguida podemos participar da alimentação de alguns animais. Primeiro os flamingos e os guarás escarlate (os quais já são nossos velhos conhecidos, sempre presentes aqui nos mangues de Joinville). Eles recebem alimentação rica em beta caroteno, imitando a alimentação que eles encontram por si na natureza e que causa a cor maravilhosa que estes animais têm. Depois vamos até os tucanos e nos divertimos jogando bolinhas para que eles peguem no ar e comam.

Alimentando flamingos
Tucanos também

Ao fim, uma visita super exclusiva à área das araras, que, por sermos os primeiros visitantes do dia, se exibem voando baixinho e bem rente às nossas cabeças, todas animadas. A todo o momento dentro do parque, a turismóloga nos conta sobre as ações de preservação que o parque participa, sobre as aves que estão em perigo ou até mesmo extintas no mundo. Um exemplo é o mutum de alagoas, que vimos de pertinho no parque, ouvindo sobre a sua extinção há mais de 40 anos atrás principalmente por causa da eliminação do seu habitat e das árvores que serviam de alimento para eles (que vimos de pertinho, plantadas no viveiro), dos projetos de resgate e soltura das crias, que estava para acontecer. Pois na semana do nosso retorno para casa, vimos a reportagem sobre a soltura dos primeiros filhotes desta espécie até então extinta. Emocionante!

O tour acaba em um deck maravilhoso, onde é oferecido um lanche cuja apresentação em si já faz babar. Havia salada de frutas, açaí, chá gelado e muito mais. Enquanto a gente aproveitava, ao nosso lado nos aguardavam um casal de duas araras fêmeas (as araras escolhem um par para toda a vida), também desfrutando de seu próprio café da manhã. Uma delas então pode vir ao nosso “colo” para a contemplarmos de pertinho e batermos lindas fotos.

Café da manhã…
Em ótima cia.

A guia, turismóloga, era acompanhada de uma bióloga em todas as interações com os animais, e respondia a todas as nossas questões. Saímos do tour absolutamente encantados, e eu faço notar que por vezes participo de experiências com bicho e saio demasiado triste em ver os animais enjaulados. Mas o tour do backstage nos faz ver o outro lado, o de como a ação do homem afeta toda uma cadeia, e o da preservação, e como o ingresso que você paga para entrar no parque contribui para que os filhotes daqueles que foram caçados, expulsos de sua casa, contrabandeados, sem chance de estar na natureza, possam ser reintegrados à nossa mata atlântica.

Terminado o tour, iniciamos o nosso passeio pelo parque das aves e nos sentimos sortudos, pois se não tivéssemos toda esta explicação a respeito das ações do parque, talvez parte do encantamento se perdesse (ao menos para nós, adultos).

Outras opções de Passeio:

Itaipu – primeiramente talvez a que deixamos para trás e que mais valha a pena. Há um passeio panorâmico que crianças podem participar, um passeio de catamarã, o Refúgio Biológico e em datas de férias um especial chamado Itaipu Kids.  Para adultos há uma visita interessante mais imersiva. Caso se interesse, reserve pelo menos um dia para este passeio.

Duty free Puerto Iguazu – para chegar lá você cruza a ponte entre Brasil e Argentina, supracitada no passeio às cataratas, porém não faz a aduana (a entrada é logo antes de chegar lá , à direita). É bonito, não é grande e – pela nossa impressão, no dia de nossa visita – os preços não são aquilo tudo, tampouco há muitas coisas diferentes, mas coisa ou outra pode valer a pena. Se há tempo, veja por si próprio, em uma ou duas horinhas. Vale passar lá nem que seja pelos chocolates (hehehehe). Os valores são em dólar mas pode-se pagar em pesos ou reais também.

Puerto Iguazu – Há uma feirinha da qual lemos a respeito, algumas outras atrações turísticas, restaurantes e sorveterias. Não achamos nada demais, fomos de dia, achamos a cidade meio abandonada e a simpatia dos atendentes não estava lá aquilo tudo (mood de segunda?) e para nós em específico não valeu a ida. Caso vá, não esqueça que está na Argentina, evite o horário da “siesta” (normalmente das 14h às 16h) ou vai encontrar tudo fechado!

Paraguai – para quem quer comprar pode valer a pena reservar um dia para ir até lá, porém, não recomendo levar crianças. O ideal é já pesquisar antecipadamente o que se quer comprar e aonde ir. Não é possível ir com carro alugado, e há bastante saídas de tour para lá.

Complexo Dreamland – formado por um Museu de Cera, uma exposição de carros, um bar de gelo e o Vale dos Dinossauros, todos totalmente passáveis. Se sobrar tempo, chover muito e/ou seu filho for fissurado por dinossauros, pode ser interessante gastar uma ou duas horinhas por ali, mas fora ver não há muito que se fazer.  Importante notar que algumas das atrações não podem ser fotografadas, devendo ser contratado o fotógrafo local para tal.

Shopping – igual ao de qualquer outra cidade, mas também tem um bar de gelo lá dentro, caso interesse.

Outras atrações de Foz – Foz ainda conta com um templo budista, uma linda mesquita e um zoológico, todos os três programas são gratuitos, caso queira e tenha tempo de inclui-los em sua estada.

E para comer?

Talvez você tenha notado a ausência de relatos gastronômicos de Foz do Iguaçu. É que usamos e abusamos do serviço de quarto (e do frigobar) do hotel. Fazíamos um passeio por dia, e ao chegarmos de volta no hotel, por ali ficávamos, descansando, curtindo a piscina. Recomendo este ritmo com crianças pequenas, pois se caminha bastante nas atrações de Foz do Iguaçu.

Não obstante, há muitas opções de restaurantes bem avaliados em Foz do Iguaçu, que a gente deve experimentar em uma próxima ocasião.

A volta

Tudo transcorreu bem tranquilamente. Compramos um late check-out no hotel devido ao nosso voo ser somente a noite (e foi ótimo), e saímos de lá pelas 17h, com uma folga boa para devolver o veículo alugado, abastece-lo e chegar ao aeroporto com a antecedência necessária. A Cia aérea nos acomodou juntos após solicitarmos a eles via agência e operadora. O atendimento da Cia em solo e em voo foi mais uma vez excelente, e após pegar o nosso carro e a estrada, à meia noite estávamos em casa.

Considerações finais

Foz do Iguaçu é um destino maravilhoso, e eu diria imperdível.  Perfeito para crianças, bem preparado em termos de acessibilidade. O povo é simpático e solícito, a cidade é arborizada e as atrações, nenhum relato consegue descrever, só vendo por si mesmo para entender o valor.

Saiba mais sobre os serviços que utilizamos e o investimento para esta viagem em nosso post de planejamento.

É isso! Espero que este relato te inspire a conhecer Foz e a experimentar os nossos serviços. Eu prometo que você não vai perder nadinha da graça de planejar sua viagem, pelo contrário! Vai ter um assistente pessoal para toda a parte chata e muito mais tempo para planejar o que realmente vale: seu dia a dia, onde comer, o que fazer e tudo mais!

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